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Enquanto o Brasil enfrenta média diária de mais de mil mortes por covid-19 e tem sucessivos recordes de novas infecções pelo novo coronavírus, diversas regiões flexibilizaram a quarentena.
Cenas de bares e restaurantes lotados, praias cheias e lojas com muitos clientes se tornaram comuns nas últimas semanas.
A flexibilização do isolamento social no país não se restringe às cidades que atualmente têm queda de casos de covid-19 ou apresentam números estáveis, como São Paulo (SP) e Manaus (AM).
Ela também ocorre em municípios com crescimento de números de mortes e novas infecções pelo novo coronavírus, como cidades do interior.
Especialistas de todo o mundo apontam que um risco da flexibilização é o fato de que muitas pessoas podem pensar que a situação da pandemia está contornada.


Os 4 avanços no tratamento que reduzem risco de morte por covid-19
Laís Alegretti - @laisalegretti
Da BBC News Brasil em Londres
8 agosto 2020
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Da primeira morte por covid-19 no Brasil, em março, até o país se aproximar de 100 mil vidas perdidas, o que a comunidade médica aprendeu sobre o tratamento dessa doença?
Embora ainda existam muitas dúvidas sobre o coronavírus, médicos que trabalham no enfrentamento da covid-19 dizem que o avanço em relação ao tratamento dos pacientes até aqui já reduz parte das mortes e internações, ao dar um caminho mais claro de como efeitos da doença, como inflamações, podem ser combatidos.
Essa evolução está no aprimoramento de práticas dentro de hospitais, como mudar a posição dos pacientes para melhorar oxigenação (evitando até a intubação de alguns deles), além do uso de remédios para combater efeitos da doença em casos indicados, como a dexametasona (que combate uma reação desproporcional do sistema imunológico que mata alguns pacientes).
